segunda-feira, 7 de junho de 2010

Mais do mesmo, sempre mais...

E se um dia olhássemos para o lado e víssemos uma pessoa maravilhosa a dormir contra o nosso ombro, em nossa casa, no nosso sofá. Uma pessoa que já conhecemos à algum tempo e que por acaso até tem um compromisso de amor connosco. E se um dia assim do nada, nos apaixonássemos por alguém pelo qual já nos considerávamos apaixonados. Pois é, isto acontece... e não é exagero. Dei por mim a olhar para o meu namorado, adormecido no meu ombro com baba a deslizar dos lábios e uma remelita no olho, despenteado e com a barba por fazer... E era como se fosse amor à primeira vista. Uma primeira vista que é de longe a primeira. Não sei como acontece, mas é real e maravilhoso, apaixonarmo-nos todos os dias pela mesma pessoa, beijarmos os mesmos lábios uma vida inteira e mesmo assim ser sempre especial. Todos os dias o amo de maneira diferente, nem sempre um pouco mais, mas sempre demais... todos os dias penso que é um sonho e que aquela pessoa não será minha para sempre... É estranho pensar que alguém pode gostar de nós assim e admirar cada defeito nosso como se fosse uma obra de arte. É estranho imaginar alguém a apaixonar-se por nós com um olhar. Mas esse olhar é real, e não tem de ser o primeiro. Todos os dias penso em como o meu amar de ontem era vago, e como o de hoje é forte e imenso. É estranho pensar assim, duvidar do nosso "limite de amar". Será que existe? Não sei... Mas sei que o amo... Agora, e sempre...

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